As Escolhas de Peseiro
Voltando ao tema futebolístico, mais concretamente à actualidade do Sporting, irei abordar o que, para mim, tem sido a realidade desde a chegada de José Peseiro. Sou um defensor de Peseiro desde a primeira hora, e ainda este defeso dei o meu voto de confiança, atribuindo os falhanços do Sporting, maioritariamente ao factor azar.
A Época Passada:
Começando pela época passada, onde a espaços o Sporting apresentou o melhor futebol a nível nacional, tenho que concordar que foi demasiado irregular para um candidato ao título (a sorte foi os rivais também terem sido) e não obstante a boa campanha europeia, aliada a um pouco de sorte, e perante uma observação objectiva, a pretérita época foi um total falhanço. Passados alguns meses, e, principalmente, depois de ver o inicio da presente temporada, concordo que Peseiro tenha muito mais culpas no cartório, do que inicialmente pensei que teria.
As Saídas:
Depois de ter introduzido genericamente a minha opinião em relação à época passada, irei abordar a presente época. Época essa que começou com as saídas de Pedro Barbosa, Rui Jorge e Niculae, o retorno de Hugo Viana, e a venda de Enakarirhe. Mas também saiu o gestor do futebol do Sporting, chamemos-lhe assim, Carlos Freitas, o responsável pelas aquisições e saídas do Sporting nas últimas temporadas. Contra tudo o que era previsível, Peseiro é o responsável pelas saídas, ganhando assim um maior controlo na gestão e composição do plantel, mas ganhando também uma menor margem de manobra sobre possíveis falhanços.
Quanto às saídas do plantel, sempre discutíveis, podemos questionar que Barbosa já não aguentaria uma época, e Rui Jorge já passou o seu auge. Niculae simplesmente recusou baixar o seu principesco ordenado depois de 3 anos e meio sem nada produzir. Quanto a este, nenhuma discussão. Mais tarde saiu Enakarirhe, mas este por ter sido alvo de uma proposta irrecusável do Dinamo, e também por o Sporting ter visto o seu preço inflacionado, recebendo 6 vezes mais do que aquilo que pagara pelo jogador um ano antes. Saiu também João Aroso, o preparador físico, porque segundo elementos da equipa técnica, aquilo que Aroso fazia, estava ao alcance de qualquer outro elemento técnico.
Portanto, Peseiro tomou as opções que achou que deveria tomar, saiu quem achou que deveria sair. Escolhas que apesar de discutíveis, na altura se consideraram aceitáveis.
As Entradas:
Das entradas, todas elas com o cunho pessoal de Peseiro, considero positivas e necessárias as aquisições de Edson, do ex-júnior Nani, que apesar de não ser contratação é uma adição ao plantel, um jogador de valor inegável, que lançado nas alturas certas poderá ser um caso sério ao nível de Moutinho na época passada, e do regresso do emprestado Varela. Dos jogadores adquiridos, para mim os questionáveis são Tonel, Deivid e Luís Loureiro. Tonel, um bom defesa central, mas que me faz interrogar acerca da sua contratação devido a não ser um titular indiscutível, longe disso, e que vem colmatar uma posição que é talvez a mais fraca da equipa e que acaba de perder o jogador, que para mim, era o melhor do plantel na sua posição. Quanto a Deivid acho-o uma cópia de Liédson, mas de qualidade inferior, e Luís Loureiro simplesmente não tem qualidade para jogar no Sporting, ainda para mais, quando Peseiro arma uma equipa que requer um meio-campo com jogadores com capacidade de segurar a bola, de poder virar o jogo, e imaginativos. Qualidades essas que, Loureiro, notoriamente não possuí.
O Presente:
Quanto ao presente, e ao que me fez dar razão aos detractores de Peseiro, são um conjunto de factores que aliados dão um péssimo início de época, reflectido na eliminação da fase de qualificação da Champions League, contra uma formação mais do que acessível. Ora, começando pela preparação da época, será que ninguém se apercebe que o Sporting joga à 2 épocas com laterais direitos adaptados? E o que fez Peseiro acerca disso? Nada. Perde-se o melhor central, temos das piores épocas a nível de golos sofridos, e vamos buscar um jogador que pode ter alguma importância no decorrer da época, mas que à partida sabe que só joga em caso de lesões ou castigos da actual dupla de centrais. Perdem-se jogadores tecnicamente evoluídos (Barbosa, Viana) essenciais para o futebol de "carrossel" praticado pelo Sporting e como solução, põe-se Rochemback, um jogador extremamente lento, a comandar o futebol ofensivo do Sporting, tornando-o previsível e sem eficácia. Ao mesmo tempo que se encosta à linha João Moutinho, queimando assim quem deveria assumir todo o comando do futebol do Sporting. Quanto à condição física, é perfeitamente deplorável, que em pleno mês de Agosto se veja jogadores nitidamente fora de forma, que haja tão elevado número de lesões musculares, e que, jogadores influentes como Rogério e Rochemback apresentem um peso muito acima do recomendado para jogadores profissionais.
É por isto tudo que tempo pelo futuro do Sporting, essencialmente por saber que quem está no poder do clube, se interesse muito mais pela eficácia dos números, desvalorizando futuros falhanços a nível desportivo.
Tarde vêm as eleições!
A Época Passada:
Começando pela época passada, onde a espaços o Sporting apresentou o melhor futebol a nível nacional, tenho que concordar que foi demasiado irregular para um candidato ao título (a sorte foi os rivais também terem sido) e não obstante a boa campanha europeia, aliada a um pouco de sorte, e perante uma observação objectiva, a pretérita época foi um total falhanço. Passados alguns meses, e, principalmente, depois de ver o inicio da presente temporada, concordo que Peseiro tenha muito mais culpas no cartório, do que inicialmente pensei que teria.
As Saídas:
Depois de ter introduzido genericamente a minha opinião em relação à época passada, irei abordar a presente época. Época essa que começou com as saídas de Pedro Barbosa, Rui Jorge e Niculae, o retorno de Hugo Viana, e a venda de Enakarirhe. Mas também saiu o gestor do futebol do Sporting, chamemos-lhe assim, Carlos Freitas, o responsável pelas aquisições e saídas do Sporting nas últimas temporadas. Contra tudo o que era previsível, Peseiro é o responsável pelas saídas, ganhando assim um maior controlo na gestão e composição do plantel, mas ganhando também uma menor margem de manobra sobre possíveis falhanços.
Quanto às saídas do plantel, sempre discutíveis, podemos questionar que Barbosa já não aguentaria uma época, e Rui Jorge já passou o seu auge. Niculae simplesmente recusou baixar o seu principesco ordenado depois de 3 anos e meio sem nada produzir. Quanto a este, nenhuma discussão. Mais tarde saiu Enakarirhe, mas este por ter sido alvo de uma proposta irrecusável do Dinamo, e também por o Sporting ter visto o seu preço inflacionado, recebendo 6 vezes mais do que aquilo que pagara pelo jogador um ano antes. Saiu também João Aroso, o preparador físico, porque segundo elementos da equipa técnica, aquilo que Aroso fazia, estava ao alcance de qualquer outro elemento técnico.
Portanto, Peseiro tomou as opções que achou que deveria tomar, saiu quem achou que deveria sair. Escolhas que apesar de discutíveis, na altura se consideraram aceitáveis.
As Entradas:
Das entradas, todas elas com o cunho pessoal de Peseiro, considero positivas e necessárias as aquisições de Edson, do ex-júnior Nani, que apesar de não ser contratação é uma adição ao plantel, um jogador de valor inegável, que lançado nas alturas certas poderá ser um caso sério ao nível de Moutinho na época passada, e do regresso do emprestado Varela. Dos jogadores adquiridos, para mim os questionáveis são Tonel, Deivid e Luís Loureiro. Tonel, um bom defesa central, mas que me faz interrogar acerca da sua contratação devido a não ser um titular indiscutível, longe disso, e que vem colmatar uma posição que é talvez a mais fraca da equipa e que acaba de perder o jogador, que para mim, era o melhor do plantel na sua posição. Quanto a Deivid acho-o uma cópia de Liédson, mas de qualidade inferior, e Luís Loureiro simplesmente não tem qualidade para jogar no Sporting, ainda para mais, quando Peseiro arma uma equipa que requer um meio-campo com jogadores com capacidade de segurar a bola, de poder virar o jogo, e imaginativos. Qualidades essas que, Loureiro, notoriamente não possuí.
O Presente:
Quanto ao presente, e ao que me fez dar razão aos detractores de Peseiro, são um conjunto de factores que aliados dão um péssimo início de época, reflectido na eliminação da fase de qualificação da Champions League, contra uma formação mais do que acessível. Ora, começando pela preparação da época, será que ninguém se apercebe que o Sporting joga à 2 épocas com laterais direitos adaptados? E o que fez Peseiro acerca disso? Nada. Perde-se o melhor central, temos das piores épocas a nível de golos sofridos, e vamos buscar um jogador que pode ter alguma importância no decorrer da época, mas que à partida sabe que só joga em caso de lesões ou castigos da actual dupla de centrais. Perdem-se jogadores tecnicamente evoluídos (Barbosa, Viana) essenciais para o futebol de "carrossel" praticado pelo Sporting e como solução, põe-se Rochemback, um jogador extremamente lento, a comandar o futebol ofensivo do Sporting, tornando-o previsível e sem eficácia. Ao mesmo tempo que se encosta à linha João Moutinho, queimando assim quem deveria assumir todo o comando do futebol do Sporting. Quanto à condição física, é perfeitamente deplorável, que em pleno mês de Agosto se veja jogadores nitidamente fora de forma, que haja tão elevado número de lesões musculares, e que, jogadores influentes como Rogério e Rochemback apresentem um peso muito acima do recomendado para jogadores profissionais.
É por isto tudo que tempo pelo futuro do Sporting, essencialmente por saber que quem está no poder do clube, se interesse muito mais pela eficácia dos números, desvalorizando futuros falhanços a nível desportivo.
Tarde vêm as eleições!

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